É dever do Estado oportunizar a ressocialização dos egressos do sistema prisional e socioeducativo. Para isso, cabe à Administração Pública dar a primeira oportunidade de recuperação para as pessoas que erraram. Raimundo Ribeiro apresentou algumas propostas na Câmara Legislativa do DF (CLDF) pensando em acomodar essas pessoas, que cumpriram devidamente as suas punições e precisam recomeçar as suas vidas e ajudar no sustento de seus familiares. Com uma reintegração eficiente, toda a sociedade é beneficiada, já que essa medida afeta diretamente a segurança pública de nossas cidades.
Neste sentido, Ribeiro apresentou o Projeto de Lei (PL) de n.º 583/07 que dispõe sobre a reserva de vagas, de no mínimo 2%, para apenados em regime semiaberto e egressos do sistema penitenciário, nas contratações para prestação de serviços com fornecimento de mão-de-obra ao Estado. As chances de recuperação dessas pessoas aumentam gradativamente na medida em que aumenta a oferta de trabalho digno.
Em 2009, o parlamentar pensou nos jovens e adolescentes e propôs o PL 1201/09, para reservar vagas de estágio para os menores egressos do sistema socioeducativo, de no mínimo 2%, nos contratos de prestação de serviços com fornecimento de mão-de-obra à Administração Pública do Distrito Federal, realizados de forma direta ou por licitação.
Medida semelhante foi proposta pelo distrital no PL 1374/09, agora com vistas para menores em conflito com as leis em regime de semiliberdade, liberdade assistida e também os egressos do sistema socioeducativo, que se encontrem devidamente cadastrados na Secretaria de Justiça e Cidadania do DF. A ideia de Raimundo é reservar 5% das vagas dos cursos de qualificação profissional, ofertados pela Administração Pública do DF.
Ribeiro acredita que a construção de uma política pública social e educativa, que garanta os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) poderá garantir a emancipação desses jovens, de forma que os oportunize o exercício da cidadania e que não encontrem como único meio de sobrevivência a reincidência no crime.
Muito além de medidas específicas, Raimundo Ribeiro buscou o aprimoramento da legislação, apresentando uma proposição (PL 308/2015) para instituir o Código Disciplinar Penitenciário do Distrito Federal. Este Código tem por objetivo fixar nas unidades penitenciárias do DF normas básicas de conduta e disciplina dos presos, e também os seus direitos e deveres. Esta norma, além de possibilitar aos condenados e aos presos do Sistema Penitenciário do DF os benefícios previstos na Lei de Execução Penal (LEP), resguardará a atuação dos agentes públicos, que exercerão as suas atividades ancoradas em dispositivos previamente estabelecidos na legislação.