“Após passar por um problema de saúde me afastei, temporariamente, do salão de beleza que atendia. Assim como a maioria dos cabelereiros só recebia se trabalhasse. Impossibilitado, sobrevivi durante esse período com arrecadações de colegas da profissão”, contou Ivan David, cabelereiro profissional que trabalhava na informalidade antes da Lei 13.352/2016. Esse foi um dos relatos de profissionais da beleza que estiveram presentes durante a audiência pública solicitada pelo deputado distrital Raimundo Ribeiro que aconteceu, nesta quinta-feira (23), na Câmara Distrital e tratou da regulamentação das atividades relacionadas à beleza.

Trabalhar na informalidade, de acordo com o parlamentar, não deveria fazer parte da realidade dos trabalhadores. “Estamos felizes em trazer para o plenário desta Casa uma discussão com tamanha importância. Nosso objetivo é fazer com que a sociedade entenda as mudanças que foram feitas na Lei destes trabalhadores. Foram muitas lutas e, finalmente, esta classe de profissionais conseguiu assegurar seus direitos. Hoje estamos falando de profissionais da beleza, mas sabemos que existem vários profissionais que passam por problemas semelhantes”, observou Ribeiro.

Presente no evento, o presidente do Sindicato dos Salões, Institutos e Centros de Beleza, Estética e Profissionais Autônomos do DF, Célio Ferreira de Paiva também lembrou a importância da divulgação das mudanças garantidas por esta Lei. “Este evento tem a intenção de propagação. O que é fundamental. Afinal precisamos que todos se adequem as alterações. Já realizamos vários eventos com esse objetivo, inclusive para contadores, para que adequem seus clientes as novas regras tributárias”, explicou o presidente do Sindicato. Ele ressaltou também as prioridades da Lei: desoneração das empresas e formalização dos profissionais.

O diretor de Planejamento de Qualificação Profissional, da Secretaria do Trabalho, Alisson Lopes afirmou que a Secretaria tem se empenhado e promovido diversos cursos para fomentar o empreendedorismo. “São cursos que garantem os profissionais na gestão de micro e pequenas empresas. A Secretaria Adjunta prospera a micro empresa. Buscamos recursos para que possamos trabalhar ajudar na ampliação do mercado, e fazer com que Brasília cresça. Essa Lei é um estimulo para a formação de novos empreendedores”, completou.

Ainda sobre cursos, o diretor do Sebrae/DF. Rodrigo de Oliveira Sá pontuou o trabalho que tem sido realizado pelo órgão pata atender esse público. “Hoje, temos quase 18 mil salões de beleza formalizados em Brasília. No Brasil são abertos 7 mil salões por dia. É um segmento extremamente importante para nossa economia, não podemos deixar de atende-los. Os números nos mostram a prosperidade do setor”, observou. Rodrigo informou ainda que em 2017 serão ministradas, pelo Sebrae/ DF, mais de duas mil horas de consultoria e gestão para o segmento.

Na mesa também estavam presentes alguns empresários do setor, tais como Fábio Hiroshi, sócio proprietário do salão You Enjoy e o presidente do Hélio Instituto de Beleza, Hélio Nakanishi. Eles lembraram toda a luta e trajetória vivida pelos profissionais a fim de conseguirem um espaço no mercado. “Uma pequena iniciativa com foco no futuro. Unindo forças construiremos outra realidade”, afirmou Fábio.